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sábado, 24 de outubro de 2015

DIVULGAÇÃO DE IMAGENS DE CADÁVER PODE DAR CADEIA NO RN

Foi concluído na Delegacia Polícia Civil de Monte Alegre nesta sexta-feira (23) o primeiro inquérito policial pelo crime de vilipêndio de cadáver do Rio Grande do Norte.


A investigação policial resultou no indiciamento de cinco pessoas responsáveis por compartilhar e replicar, na internet, na rede social do Facebook e aplicativo do WhatsApp, fotos e vídeos de Michelle Maria da Cunha Custódio de Barros, vítima de um acidente de trânsito fatal, ocorrido em 15 de maio deste ano.

Foram indiciados pelo crime: Natália da Silva Galvão, José Eduardo de Oliveira, Cícero Batista da Silva, Janilson Gomes da Silva e Saulo Costa Barbosa de Santana.

O crime de vilipêndio de cadáver é considerado crime contra o respeito aos mortos, previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro.

O viúvo de Michele Maria, Valderi de Barros, em depoimento a equipe policial, declarou que se recordava de pessoas fotografando e filmando o local do acidente e o cadáver de sua esposa; e que os policiais presentes no local buscaram instruir aos mesmo que parassem os registros, uma vez que seria uma prática criminosa.

O delegado responsável pelo caso, Marcel George Gouvêa, relembrou o recente caso envolvendo o músico Cristiano Araújo, que faleceu em um acidente automobilístico ocorrido em 24 de junho, e que teve imagens e vídeos do cadáver no necrotério divulgadas na internet. Sendo os autores dos registros indiciados pelo mesmo crime.

Caso venham a ser condenados na justiça pelo crime os indiciados poderão ser penalizados com 1 a 3 anos de detenção.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A CANTORA MARIA BETÂNIA RESPONDE POR PORTE ILEGAL DE ARMA

Do G1
A cantora  Maria Betânia e o vigia de sua casa, Adevan Barbosa Lourenço, respondem pelo crime de porte ilegal de arma na 31ª Vara Criminal no Rio. Ainda não há uma audiência marcada, mas uma denúncia foi aceita pela justiça no dia 22 de junho.

O processo foi remetido pelo juiz de volta à Promotoria nesta quarta-feira (15), como informou o Tribunal de Justiça do Rio.

De acordo com a denúncia, a cantora teria cedido uma arma – um revólver calibre 38 – registrada em seu nome desde 1997 ao vigilante que cuida da segurança de sua casa.

Lourenço foi preso em flagrante por policiais militares no início de junho, na porta da residência de Bethânia, portando o revólver. Ao ser abordado, ele não tinha o registro da arma nem autorização legal para usá-la.

O vigilante foi levado para a delegacia e liberado após pagamento de fiança e a apresentação do registro da arma. Porém, nem Maria Bethânia nem Lourenço têm autorização legal para portar ou transportar armas.

De acordo com a Promotoria, após a apresentação da defesa, o MP se manifestará e o processo seguirá para designação de audiência ou poderá ser determinada a absolvição sumária de Maria Bethânia, se comprovado que não foi ela quem emprestou a arma.

Caso sejam condenados, Maria Bethânia e Lourenço podem receber pena que varia de dois a quatro anos de prisão e multa, previstos pelo artigo 14° do Estatuto do Desarmamento (Lei 10826/03), como informou o Ministério Público. Por serem réus primeiros, porém, a tendência é que a Justiça fixe pena alternativa em vez de prisão.


O G1 entrou em contato com a assessoria da cantora, que informou que ela não foi notificada oficialmente. Maria Bethânia não vai se pronunciar sobre o assunto.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

SUSPEITO DE MATAR MAXÍMO AUGUSTO CONFIRMA SER O AUTOR DO CRIME



Já está preso o suspeito de matar Máximo Augusto.


O lutador de jiu jitsu e vale tudo,Jean de Araújo Rocha, de 19 anos, confessou ao delegado Fábio Rogério que matou Maxímo por sufoca mento  ainda no Motel por se desentenderem. 

Após o crime, Máximo foi colocado dentro da mala do carro e Jean seguiu dirigindo até o distrito de Arisco, em São Gonçalo do Amarante,onde abandonou o corpo.

Depois disso, segundo Jean,ele seguiu até o bairro do Planalto, na zona oeste de Natal, onde entregou o veículo para outra pessoa vender.     

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

PROCURADOR DIZ QUE NÃO QUER CENSURAR LEGISLATIVO, MAS AFIRMAR CRIME

A propósito do pronunciamento do Deputado Ezequiel Ferreira na terça-feira (24) perante a Assembleia Legislativa, o Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis, vem a público esclarecer que entende como normal e lícita a dispensa, parcial ou integral, do trâmite legislativo regimental quando da análise de projetos de lei pelo Poder Legislativo.

O que foi denunciado perante o Poder Judiciário foi, em verdade, a cobrança e recebimento de dinheiro, por parte de um deputado estadual, a título de agilizar a aprovação da lei que implantou a inspeção veicular no Estado, conforme elementos probatórios robustos reunidos pelo Ministério Público potiguar e encaminhados à Justiça.

Embora um trecho destacado da entrevista do Procurador-Geral de Justiça ao Fantástico do último domingo (22) pudesse gerar alguma incompreensão quanto ao ponto, o fato é que em nenhum momento se pretendeu censurar qualquer prática da Casa Legislativa, mas tão só evidenciar o grave crime referido acima e suas circunstâncias.

Reitera, por fim, o pleno respeito ao Poder Legislativo do Rio Grande do Norte, com quem sempre o Ministério Público manteve e manterá relação de cordialidade, harmonia e independência.


De fato.

domingo, 23 de março de 2014

UM CRIME DE HOMICÍDIO FAZ VITIMAS DE UMA SÓ VEZ VÁRIAS PESSOAS


Imaginem só quantos em Mossoró já foram vitimas dessa violência que enfrentamos todos os dias. Para cada cidadão assassinado um grupo de pessoas automaticamente vira vitima, essas pessoas são os parentes próximos, Mãe, Pai, Irmão, tios, primos, amigos, conhecidos, enfim, todos que conhecem a pessoa que é assassinada sofrem, principalmente quando a pessoa morta se relacionava bem com os demais.

São tantos assassinatos em Mossoró que chego a imaginar que hoje é difícil encontrar na cidade uma pessoa que ainda não foi vitima de forma direta ou indireta do crime de homicídio. Quase todos já tiveram perda de parentes, amigos ou conhecidos com quem se relacionavam, por isso podemos considerar como vítimas.

A cidade inteira convive com um fantasma, “ausente e presente ao mesmo tempo”. Ausente para aqueles que sofrem só em ver os crimes acontecendo, mas esses sabem que a qualquer momento podem também ver em sua frente
o mesmo fantasma.

Portanto cada um de nós temos o dever de lutar para encontrar um caminho para o fim dessa guerra silenciosa que vem destruindo a cada dia nossas famílias, o problema é meu, é seu, é de todos.

Não adianta nada esperar por atitudes de políticos nativos, eles estão muito bem, são famosos, ricos, vivem isolados da massa, a probabilidade de um deles ser vítima quase não existe, portanto esses não têm o mínimo de interesse por segurança pública.

Basta refletir um pouco para encontrar nossa culpa por tanto descaso. Em Mossoró e no Rio grande do Norte, os políticos que mandam são os mesmos desde que eu ainda era criança, nada mudou. Quando aparece alguém querendo entrar no comando, nós deixamos que os mesmos sejam esmagados politicamente por aqueles que juram que são os donos do estado.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O TRISTE FIM DE DAYARA


A jovem Dayara Pereira da Silva, de 20 anos, residente na  rua Alexandre Gomes, no bairro Aeroporto II  que estava desaparecida desde sábado, dia  24 de agosto, foi encontrada morta na terça feira  dia 27 do mesmo mês, em um matagal no sítio São Miguel nas margens da BR 405 zona rural de Mossoró. Segundo informações, exames preliminares deram conta de que ela foi morta por asfixia.
  
A sociedade espera da justiça uma ação especial contra o criminoso que assassinou a jovem Dayara Pereira. Um crime que chocou toda sociedade pela tamanha covardia, além de matar, o criminoso não deu sequer o direito da família fazer  o velório. O corpo da jovem foi encontrado dentro do mato, já em estado avançado de decomposição.

Os amigos, vizinhos e todos que conheciam Dayara, estão inconformados com seu triste fim, e esperam que sejam aplicados, com rigor, todos os aparatos da justiça na pessoa que cometeu este crime bárbaro.

Dayara  era  uma pessoa simples, que se conformava com pouco, bonita, mas  seu semblante denunciava uma tristeza interior. Sua infância foi testemunhada pela comunidade onde vivia por conta dela ter sido uma criança muito exposta.

Com muita tristeza e muita revolta, o bairro Aeroporto II se despede de Dayara de forma prematura. Que Deus dê o conforto aos que gostavam dela e puna sem misericórdia o autor dessa desgraça.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A VIOLÊNCIA MIGROU PARA O NORDESTE

Do jornal O Estado de São Paulo
Em dez anos, a violência homicida no Brasil migrou do Sudeste para o Norte e o Nordeste. Enquanto os índices de São Paulo e Rio chegaram a cair 80%, capitais nordestinas bateram recordes de assassinatos.

Entre os 5,6 mil municípios do país, 15 ultrapassaram a marca de cem mortes por 100 mil habitantes, revela o Mapa da Violência 2013 – Homicídios e Juventude no Brasil, com base no DataSUS.

Em 2011, dez cidades do Nordeste e três do Norte atingiram a marca de mais de cem homicídios por 100 mil habitantes – acima de 10 a taxa é considerada epidêmica. Em 2010, apenas Simões Filho, na Bahia, registrara esse índice.

A migração foi detectada por estudo preparado pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz. A atração causada por novos polos econômicos e a abertura de novas fronteiras econômicas, somadas à falta de estrutura das regiões para lidar com a violência, permitiu a escalada das mortes onde antes se conhecia relativa tranquilidade.

RN de sangue
O Mapa da Violência mostra que, na Bahia, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes cresceu 223,6%. Na Paraíba, 202,3%. No Rio Grande do Norte, 190,2%.

Como em toda a violência no país, essa mudança também atinge principalmente os jovens. Em Alagoas, morrem 156, 4 jovens a cada 100 mil habitantes, quase oito vezes o número de São Paulo.
A epidemia de assassinatos que atinge o Nordeste pode ser traduzida pelos números das capitais. Em 1999, Salvador era a área metropolitana mais tranquila do país.

Em 12 anos, pulou para a 3.ª colocação –a taxa de homicídios passou de 7,9 por 100 mil para 69 por 100 mil. Maceió, a primeira do ranking hoje, com 111 assassinatos por 100 mil, era apenas a 14ª há 12 anos.

Das oito cidades que compunham a lista das capitais mais violentas, apenas Vitória e Recife ainda continuam entre as primeiras. A capital do Espírito Santo caiu do primeiro para o quinto lugar e Recife, da segunda para quarta posição. São Paulo, que era o terceiro lugar em 1999, hoje é a capital menos violenta do país.

A análise feita por Jacobo mostra que o eixo da violência acompanha seis tipos de alterações no perfil socioeconômico do país. A principal são os novos polos de desenvolvimento, que cresceram não apenas nas capitais do Norte e do Nordeste, mas no interior dos Estados.

Entre 2003 e 2011, a violência aumentou 23,6%, enquanto nas capitais, caiu 20,9%, com a concentração maior nas cidades do Sul e Sudeste.

“A emergência desses novos polos de crescimento, atraindo investimentos e gerando empregabilidade e renda, tornam-se também atrativos para a criminalidade por serem áreas onde os mecanismos da segurança são ainda precários ou incipientes, sem experiência histórica e aparelhamento para o enfrentamento das novas configurações da violência”, diz o estudo.

Limites
As fronteiras são outro foco de violência. Uma das duas únicas cidades fora do Nordeste que alcançaram a média de mais de cem homicídios por 100 mil habitantes é Guaíra, no Paraná, na fronteira com o Paraguai e divisa com Mato Grosso.

Jacobo elenca o turismo predatório e as causas tradicionais como os fomentadores da violência, como a presença das organizações criminosas, do tráfico e das milícias. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.